Quais as ideias e os desafios das comunicadoras feministas em seus projetos?

Durante o #TeiaGNT, evento realizado pelo canal GNT em São Paulo, na quinta-feira, 2, comunicadoras feministas se reuniram no painel “Coragem”, para falar sobre os desafios enfrentados na realização de seus projetos. Em discussão medoderada pela jornalista Astrid Fontenelle, as convidadas mostraram como quebraram paradigmas para colocar seus ideais em primeiro lugar.

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Astrid Fontelle media debate com convidadas durante o painel “Coragem” do #TeiaGNT (Imagem: Divulgação)Ativista feminista negra e colunista no HuffPost Brasil, Stephanie Ribeiro afirmou que sair da casa de seus pais, aos 18 anos, para fazer faculdade de arquitetura e urbanismo na PUC Campinas, foi fundamental para se posicionar em relação ao papel da mulher na sociedade e em defesa dos negros.

“Mesmo sendo uma jovem negra na realidade em que convivemos muito com o machismo e com o racismo, a proteção da minha mãe me fez ver o mundo como de forma fantasiosa. Quando eu saí de casa, tive o click de entender o que significa ser como eu nesta sociedade. Foi então que comecei a me posicionar sozinha. Foi o momento de amadurecimento da minha narrativa”, declarou Stephanie.

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Em seguida, a escritora Clara Averbuck contou que sua mudança de postura começou quando saiu de uma agência publicitária em Porto Alegre para trabalhar em São Paulo e realizar seu sonho de publicar livros e se “reinventar”. No começo, ela não abordava o feminismo em suas obras, mas percebeu a importância do movimento ao ver que “o mercado literário não é gentil com as mulheres”.

Profissional de relações públicas, atuante no mercado de marketing digital e pesquisadora do feminismo negro, Gabriela Moura tomou estes discursos para si ao terminar a faculdade de comunicação. “Ao me posicionar, minha intenção era contar a minha história e, também, conhecer outras histórias. A cultura dentro das agências vai ser machista e racista, mesmo que velada. Isso se reproduz nas peças publicitárias”, afirmou a comunicadora.

Gabriela também é uma das responsáveis pelo coletivo Não me Kahlo, organização com objetivo social de defesa do direito das mulheres e desenvolvimento de estudos sobre feminismo. Ela afirma que, como pesquisadora, sua principal motivação é estudar cientificamente o que motiva o machismo no Brasil.

A jornalista e atriz transgênera Carol Marra afirmou que durante toda sua vida fechava os olhos durante os pedidos de aniversário e dizia: “só quero ser eu mesma”. Ela trabalhou na Rede Globo durante alguns anos e contou que, após sair da emissora e assumir a identidade feminina, sofreu preconceito de gênero ao procurar emprego na área de comunicação. “Para ser a mulher que sou hoje, tive que ser um grande homem”, disse.

A Criadora da 65|10, consultoria especializada em comunicação com mulheres, Thais Braga Fabris afirma que nunca tinha experimentado muitas adversidades até ir para Portugal e ser vítima de preconceito. “Ter essa experiência me deixou consciente da dificuldade enfrentada, por exemplo, pelos negros. Eu já sabia como é o preconceito de gênero, o que já é bem ruim num país machista como o Brasil, mas ir para o exterior me fez enxergar e entender melhor as coisas”, finalizou.

*Com edição e supervisão de Anderson Scardoelli.

Publicado em: http://portal.comunique-se.com.br/mkt-pp/81302-quais-as-ideias-e-os-desafios-das-comunicadoras-feministas-em-seus-projetos

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