Através da internet, feminismo ganha força no Brasil

Considerado um movimento em constante crescimento, o Feminismo tem ganhado cada vez mais adeptas com o uso de novas tecnologias, como a internet. Grupos que defendem a ideologia estão usando as redes sociais para explicar sua importância para as mulheres e conseguir novas apoiadoras.

Foto: Reprodução

Surgido no final do século 19, o Feminismo é uma corrente filosófica e um movimento social que defende direitos iguais entre mulheres e homens, bem como o fim da opressão e diminuição das mulheres por questões de gênero. Através da história, o movimento conseguiu, entre outras conquistas, garantir o direito ao voto e o acesso ao ensino superior e mercado de trabalho para as mulheres.

Através de infográficos, fotos, desenhos, crônicas, entre outros recursos, páginas e grupos do Facebook discutem o feminismo e atraem simpatizantes. Foi o caso da estudante Isadora Aragão, que conheceu o movimento pelas redes sociais. Seu primeiro contato, porém, não foi com páginas que defendiam o feminismo, mas que zombavam dele.

“Para mim era inútil, uma desculpa de algumas mulheres preguiçosas para irritar os homens. Tanto que eu seguia páginas difamando o movimento”, conta. Depois de ver alguns amigos compartilhando críticas sobre o feminismo, Isadora passou a pesquisar mais sobre o tema.

“Fiz perguntas a um outro amigo, que soube explicar melhor, e passei a seguir páginas sobre o movimento, ver vídeos, entrevistas, livros e, a partir daí, comecei a tomar gosto e a participar”, explica. Desde então, ela tem mostrado a ideologia para outras pessoas, e acredita que a internet tem um papel fundamental para conscientizar as pessoas e fazer mais mulheres aderirem à luta.

Ela conta que, depois de ler sobre as atuais pautas do feminismo e os direitos que foram conquistados, percebeu que ele é essencial para as mulheres e que ainda há muitas coisas a serem combatidas. “A ideia de ‘sexo frágil’ ainda está inserida fortemente na nossa cultura”, afirma. A estudante também conta que está ansiosa para participar de encontros feministas com outras garotas, fora da internet.

Na onda do feminismo online, surgiu no Facebook a página Não Me Kahlo – uma referância à pintora mexicana Frida Kahlo, um dos símbolos do feminismo -, administrada por Bruna de Lara, Bruna Leão, Gabriela Moura, Paola Barioni e Thaysa Malaquias e que tem mais de 600.000 curtidas. Segundo a administração da página, a Não Me Kahlo surgiu de um grupo de debates com o mesmo nome, depois que elas perceberam a importância de desenvolver um debate mais aberto sobre o tema.

Página “Não Me Kahlo” Foto Reprodução

No início, os curtidores da página eram pessoas próximas das administradoras, como parentes e amigos. Com o tempo, o alcance dos conteúdos produzidos aumentou e as curtidas vieram naturalmente. Entretanto, os ataques de grupos e pessoas anti-feminismo também aumentaram. “Pessoas vem nos xingar, ameaçar derrubar a página. Comentários machistas nos posts são recorrentes, inclusive contra as mulheres que fazem comentários na página”, contam.

Para elas, existe muita desinformação acerca do que é o feminismo e pelo que ele luta, por isso há tantas pessoas tentando desacreditar o movimento. Segundo a administração, elas pretendem promover encontros presenciais em breve, além de estarem lançando um livro com questões feministas, como o feminismo negro, a maternidade, a imposição de padrões de beleza, aborto, entre outras temáticas. O livro já está em pré-venda no site da Livraria Saraiva.

Fonte: Da Redação
Publicado por: Maria Thereza Chaves

Publicado em: http://clubesat.com/post/atraves-da-internet-feminismo-ganha-forca-no-brasil

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